4- 50 receitas
Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer até você me pedir perdão
Eu já ouvi cinquenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?
Eu já ouvi cinquenta receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
(frejat)
traduziu o que senti naquele domingo chuvoso...sem ninguém, sem nada...só comigo mesmo e a esperança de que acordaria melhor no dia seguinte.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Vivências de um vestibulando
3-Momento de Iinspiração:
Era sábado, aula extra de geografia. Cheguei cedo-odiava chegar atrasado. A sala estava escura e eu sentia a necessidade de escrever algo. Não pensei duas vezes: peguei o caderno simples que eu carregava na mochila e preenchi algumas das linhas que ainda restavam em meio a tantas outras já rabiscadas. A história dos dois estava pronta em minha mente...agora está eternizada no papel.
Juntos deles partiu
Ele disse "corra!"
Ela disse "não"
Ele perguntou
Ela o observou
Enquanto ele a olhava
Ela planejava
responder por que
sem compreender
Os dois tinham medo
de se entregar
Ele mais que ela
tentou disfarçar
O sol surgiu lá fora
Ele a esperar
Ela a calar
E o tempo a passar
Já não havia tempo
naquele lugar
Mas havia alguém
a os procurar
Queria os matar
Queria encerrar
Antes do depois
o amor dos dois
Ele disse "corra!"
Ela disse "não..."
e irrompeu da porta
a obsessão
E neles atirou
com a pequena arma
e caíram juntos
ainda de mãos dadas
Ele a perguntou
Ela o olhou
"Por que você ficou?"
"Porque você me ensinou
o que é o amor"
Seus olhos sem força se fecharam
O assassino sem pena fugiu
Mas o amor que os dois cultivaram
Junto deles com certeza partiu...
Era sábado, aula extra de geografia. Cheguei cedo-odiava chegar atrasado. A sala estava escura e eu sentia a necessidade de escrever algo. Não pensei duas vezes: peguei o caderno simples que eu carregava na mochila e preenchi algumas das linhas que ainda restavam em meio a tantas outras já rabiscadas. A história dos dois estava pronta em minha mente...agora está eternizada no papel.
Juntos deles partiu
Ele disse "corra!"
Ela disse "não"
Ele perguntou
Ela o observou
Enquanto ele a olhava
Ela planejava
responder por que
sem compreender
Os dois tinham medo
de se entregar
Ele mais que ela
tentou disfarçar
O sol surgiu lá fora
Ele a esperar
Ela a calar
E o tempo a passar
Já não havia tempo
naquele lugar
Mas havia alguém
a os procurar
Queria os matar
Queria encerrar
Antes do depois
o amor dos dois
Ele disse "corra!"
Ela disse "não..."
e irrompeu da porta
a obsessão
E neles atirou
com a pequena arma
e caíram juntos
ainda de mãos dadas
Ele a perguntou
Ela o olhou
"Por que você ficou?"
"Porque você me ensinou
o que é o amor"
Seus olhos sem força se fecharam
O assassino sem pena fugiu
Mas o amor que os dois cultivaram
Junto deles com certeza partiu...
Vivências de um vestibulando
2- Escolha Profissional
Não era a primeira vez que eu lia sobre aquilo. Olhei para os lados. Ri. A mesa completamente cheia de livros, papéis...pratos e xícaras vazias-tantas noites até tarde acordado haviam levado àquilo.
Até então eu já havia desejado fortemente cursar medicina. Era meu sonho de infância. Bom...pena que no início daquele maravilhoso ano de 2009 eu descobri que meu sonho era na verdade outro: a biologia. Lembro-me bem do dia em que eu decidi isso. Me senti bem...maravilhado, calmo, como se finalmente as noites de estudos passassem a valer a pena pra mim.
Bom... O ano foi passando e eu fui percebendo que a biologia, apesar de ser ótima, não era de completo o que eu queria. Havia coisas faltando...coisas que nem mesmo eu sabia explicar.
Eis que então em um dia normal de estudos resolvi sentar em minha cama para descansar e ler um pouco de jornal. Logicamente não li sobre política ou problemas ambientais( eu estava descansando!). Pulei para a parte de jovens. No momento em que pus os olhos naquela página eu não imaginei que aquilo se tornaria em um futuro próximo(um dia depois), meu maior sonho.
Sentei-me na cadeira, interessei-me pelo assunto. As xícaras e pratos desorganizados na minha mesa de estudos pareciam se comunicar comigo...me diziam que tudo aquilo não valeria a pena se, já na faculdade, eu descobrisse que não havia feito a escolha certa. Concordei inteiramente e fui para o PC.
Basta que eu diga que eu já não era o mesmo ao fim daquele dia. Minhas ideias haviam mudado, porém meus sonhos eram o mesmos...eu apenas havia percebido e me dado conta de que, apesar de eles sempre terem estado ali, eu não os havia interpretado corretamente.
Eu havia descoberto muita coisa naquele dia. Contudo, a maior lição que eu aprendera fora a seguinte: De nada adianta a pressa para fazer escolhas. Desse modo elas sempre nos levarão ao caminho errado. A melhor maneira de chegar onde queremos é perguntarmos a nós mesmos todos os dias, todos os segundos. Quem somos nós? Esta é a maior questão...a partir dela devemos moldar nossas vidas.
Não era a primeira vez que eu lia sobre aquilo. Olhei para os lados. Ri. A mesa completamente cheia de livros, papéis...pratos e xícaras vazias-tantas noites até tarde acordado haviam levado àquilo.
Até então eu já havia desejado fortemente cursar medicina. Era meu sonho de infância. Bom...pena que no início daquele maravilhoso ano de 2009 eu descobri que meu sonho era na verdade outro: a biologia. Lembro-me bem do dia em que eu decidi isso. Me senti bem...maravilhado, calmo, como se finalmente as noites de estudos passassem a valer a pena pra mim.
Bom... O ano foi passando e eu fui percebendo que a biologia, apesar de ser ótima, não era de completo o que eu queria. Havia coisas faltando...coisas que nem mesmo eu sabia explicar.
Eis que então em um dia normal de estudos resolvi sentar em minha cama para descansar e ler um pouco de jornal. Logicamente não li sobre política ou problemas ambientais( eu estava descansando!). Pulei para a parte de jovens. No momento em que pus os olhos naquela página eu não imaginei que aquilo se tornaria em um futuro próximo(um dia depois), meu maior sonho.
Sentei-me na cadeira, interessei-me pelo assunto. As xícaras e pratos desorganizados na minha mesa de estudos pareciam se comunicar comigo...me diziam que tudo aquilo não valeria a pena se, já na faculdade, eu descobrisse que não havia feito a escolha certa. Concordei inteiramente e fui para o PC.
Basta que eu diga que eu já não era o mesmo ao fim daquele dia. Minhas ideias haviam mudado, porém meus sonhos eram o mesmos...eu apenas havia percebido e me dado conta de que, apesar de eles sempre terem estado ali, eu não os havia interpretado corretamente.
Eu havia descoberto muita coisa naquele dia. Contudo, a maior lição que eu aprendera fora a seguinte: De nada adianta a pressa para fazer escolhas. Desse modo elas sempre nos levarão ao caminho errado. A melhor maneira de chegar onde queremos é perguntarmos a nós mesmos todos os dias, todos os segundos. Quem somos nós? Esta é a maior questão...a partir dela devemos moldar nossas vidas.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vivências de um vestibulando
1- Ponto Fraco
Naquela manhã tal como nas outras manhãs de 2009 eu tinha a absoluta certeza de que teria um futuro maravilhoso pela frente. Eu acreditava em sonhos...pra mim eles eram verdade.
Porém, na região de mim onde as palavras não eram necessárias para que eu compreendesse o que sentia, havia algo de errado. As palavras não nem necessárias nem úteis naquela região, pois não o poder de expressão que tinham no lado de fora. Resumindo, havia algo de estranho no âmago de meu peito, onde os sentimentos não podiam ser traduzidos, somente compreendidos.
Não é hora de lutar contra eles, pensei. Meu exército estava pronto para enfrentar as cem fugitivas de cinco faces e não para repelir sentimentos. Talvez esse tenha sido meu ponto fraco naquele dia. Graças a DEUS só eu o conhecia...
Contudo, refleti, de que adianta sentir tantas coisas se não pode dividir com mais niguém? Que seria do poeta se não escrevesse suas poesias para que outros a lessem? Eu precisava do mundo, eu necessitava escrever.
Levantei, larguei por umas horas minhas maiores companhias naquele ano- os livros-, e segui para o computador. Havia mais do que somente sentimentos dentro de mim. Outros também leriam, a partir daquele dia, as histórias da minha vida. Eu havia feito uma escolha. Apenas ainda não sabia onde ela iria me levar.
Naquela manhã tal como nas outras manhãs de 2009 eu tinha a absoluta certeza de que teria um futuro maravilhoso pela frente. Eu acreditava em sonhos...pra mim eles eram verdade.
Porém, na região de mim onde as palavras não eram necessárias para que eu compreendesse o que sentia, havia algo de errado. As palavras não nem necessárias nem úteis naquela região, pois não o poder de expressão que tinham no lado de fora. Resumindo, havia algo de estranho no âmago de meu peito, onde os sentimentos não podiam ser traduzidos, somente compreendidos.
Não é hora de lutar contra eles, pensei. Meu exército estava pronto para enfrentar as cem fugitivas de cinco faces e não para repelir sentimentos. Talvez esse tenha sido meu ponto fraco naquele dia. Graças a DEUS só eu o conhecia...
Contudo, refleti, de que adianta sentir tantas coisas se não pode dividir com mais niguém? Que seria do poeta se não escrevesse suas poesias para que outros a lessem? Eu precisava do mundo, eu necessitava escrever.
Levantei, larguei por umas horas minhas maiores companhias naquele ano- os livros-, e segui para o computador. Havia mais do que somente sentimentos dentro de mim. Outros também leriam, a partir daquele dia, as histórias da minha vida. Eu havia feito uma escolha. Apenas ainda não sabia onde ela iria me levar.
Bom...aqui postarei minha vida e tudo o que nela acontece. Sempre imaginei o ato de viver como sendo um conto. A diferença e a beleza entá no fato de nós mesmos podermos escrever nossa história do jeito que quisermos. Acredito em sonhos, acredito também na realidade. Por que não conciliar os dois?
É o que farei aqui. Pelo menos aqui meu conto se concretizará. Esta é minha vida. Este é o meu conto.
É o que farei aqui. Pelo menos aqui meu conto se concretizará. Esta é minha vida. Este é o meu conto.
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