segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO

12- Passou a fazer sentido

Naquele segundo, me senti bem. Tudo ao meu redor se comunicava comigo. Apesar de nenhuma palavra ter sido dita, eu compreendi a mensagem. Eu estava em harmonia com o universo.
Minha mente dançava com o som da espetacular orquestra do vento. O céu sorria para mim-doce sorriso!
Abri o caderno e rabisquei essas palavras. Enquanto escrevia, uma suava canção começou a tocar em meu íntimo. E aos poucos ela foi sumindo, desaparecendo e me deixando. Olhei para fora e captei o adeus daquela canção angelical. "Obrigado", pensei e fechei os olhos. Eu queria contemplar aquilo mais vezes.
"Estabeleça um objetivo e trabalhe nele, mas não esqueça de olhar ao redor de vez em quando. Amanhã tudo isso poderá acabar."

Há palavras, ensinamentos ou seja lá o que for que jamais fazem sentido para nós. Eu mesmo estava cansado de ouvir frases como "Nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje". Entretanto chegará um momento em sua vida em que algo que você você ignora ou não compreende passará a fazer sentido, e você implorará para voltar atrás e refazer tantas e tantas coisas que poderiam ter evitado dores e frustrações. Mas lembre-se, tudo tem uma hora certa. Agradeça por ter aprendido e siga em frente, pois há pessoas que mesmo tendo errado sucessivamente jamais aprenderão a lição das mais importantes: "Olhar ao redor de vez em quando."

Quando terminei de escrever, já não ouvia música alguma, mas estava feliz. Eu havia acabado de contemplar um dos momentos mais simples e nobre de minha vida. "Obrigado..."

sábado, 7 de novembro de 2009

VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO

11- Tarde de segunda...o que essas tardes faziam comigo?

O dia estava chuvoso, bem diferente da tarde de segunda que não saía de minha cabeça. Por que eu era tão emotivo? Tão sentimental? Os outros percebiam isso. Eu era um romântico...
Sentia medo. As gotas de chuva me traziam medo, mas também me diziam coisas boas. Muitas coisas passaram a fazer sentido pra mim. Eu já não precisava me esconder. Eu tinha vontade de viver. Mas o medo...ah, o medo. Ele não iria mais me paralisar. Eu era outro... Aliás, desde o dia em que vi aquela pessoa pela primeira vez, eu jamais fora o mesmo...e jamais seria.