13- O fim de um ciclo
E eu sofri, chorei, festejei, cantei, sonhei...
Foram meses. Dias e mais dias intermináveis. Para mim, o dia do vestibular jamais chegaria. Eu me sentia em um corredor sem fim.
Contudo, mesmo quando as coisas parecem eternas, eu sabia que aquilo tudo um dia acabaria. Eu sabia, no fundo de meu coração, que eu terminaria por passar no vestibular; que todas as coisas pelas quais lutei naqueles meses fariam sentido no momento em que eu encerrasse as provas do vestibular. E, de fato, fizeram.
Houve momentos em que eu pensei em desistir. Em simplesmente largar tudo isso e correr, fugir do mundo, esconder-me em um local seguro. Mas, agora percebo que nenhum local seria seguro...pois não me manteria a salvo de mim mesmo. Digo isso porque sei que, mesmo existindo vilões em nossas vidas, um dos maiores, senão o maior, somos nós. É necessário sofrer, "levar na cara", para que possamos enfim compreender a grandeza e magnitude da alegria. Eu passei por muita coisa, e sei que, cada momento, cada conflito, cada gota de suor, cada noite perdida, cada discussão...foi tudo perfeito.
Me sinto muito feliz em dizer que hoje é minha última postagem aqui. Fiquei afastado por muito tempo...mas este ciclo de"vestibular" felizmente acabou para mim. Agora, sou um universitário. Vida nova.
Espero que todos os vestibulandos de 2010 jamais desistam de seus sonhos. Lembrem-se, sempre há uma luz, mesmo nas horas em que tudo parece perdido. Fé! Confiança! Muita paz!
Rafael Dias Ferreira...universitário.
sábado, 16 de janeiro de 2010
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
12- Passou a fazer sentido
Naquele segundo, me senti bem. Tudo ao meu redor se comunicava comigo. Apesar de nenhuma palavra ter sido dita, eu compreendi a mensagem. Eu estava em harmonia com o universo.
Minha mente dançava com o som da espetacular orquestra do vento. O céu sorria para mim-doce sorriso!
Abri o caderno e rabisquei essas palavras. Enquanto escrevia, uma suava canção começou a tocar em meu íntimo. E aos poucos ela foi sumindo, desaparecendo e me deixando. Olhei para fora e captei o adeus daquela canção angelical. "Obrigado", pensei e fechei os olhos. Eu queria contemplar aquilo mais vezes.
"Estabeleça um objetivo e trabalhe nele, mas não esqueça de olhar ao redor de vez em quando. Amanhã tudo isso poderá acabar."
Há palavras, ensinamentos ou seja lá o que for que jamais fazem sentido para nós. Eu mesmo estava cansado de ouvir frases como "Nunca deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje". Entretanto chegará um momento em sua vida em que algo que você você ignora ou não compreende passará a fazer sentido, e você implorará para voltar atrás e refazer tantas e tantas coisas que poderiam ter evitado dores e frustrações. Mas lembre-se, tudo tem uma hora certa. Agradeça por ter aprendido e siga em frente, pois há pessoas que mesmo tendo errado sucessivamente jamais aprenderão a lição das mais importantes: "Olhar ao redor de vez em quando."
Quando terminei de escrever, já não ouvia música alguma, mas estava feliz. Eu havia acabado de contemplar um dos momentos mais simples e nobre de minha vida. "Obrigado..."
sábado, 7 de novembro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
11- Tarde de segunda...o que essas tardes faziam comigo?
O dia estava chuvoso, bem diferente da tarde de segunda que não saía de minha cabeça. Por que eu era tão emotivo? Tão sentimental? Os outros percebiam isso. Eu era um romântico...
Sentia medo. As gotas de chuva me traziam medo, mas também me diziam coisas boas. Muitas coisas passaram a fazer sentido pra mim. Eu já não precisava me esconder. Eu tinha vontade de viver. Mas o medo...ah, o medo. Ele não iria mais me paralisar. Eu era outro... Aliás, desde o dia em que vi aquela pessoa pela primeira vez, eu jamais fora o mesmo...e jamais seria.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
10- O CALENDÁRIO
Eu analisava meu calendário. Não era muito diferente dos outros, a não ser pelo tamanho-meu calendário fora rabiscado em poucas linhas da folha de papel. Quando pensava a respeito, minha mente dizia-me "não se preocupe, falta muito tempo até lá", mas quando eu olhava para o calendário, meu coração lembrava-me que o tempo, mesmo que fosse bastante, correria. Depois disso resolvi dizer pra mim mesmo que o dia estava próximo.
Contei quantos domingos eu teria até lá. Foi quando eu percebi o quão louco eu estava. Segundo meu calendário, eu tinha exatamente 79 dias até o tão temido dia do vestibular. O dia do vestibular, ah, o vestibular. "Como vão seus estudos pro vestibular?" perguntavam-me quase todos. Eu não os culpava, afinal, este era meu principal assunto; mas no momento em que olhei para o calendário, meu estômago se contorceu. Toda a minha vida, meus sonhos, aspirações. enfim, tudo girava em torno daquele dia. Eu, de certa forma, me tornara aquele dia...
Meu calendário acabava no dia 13 de Janeiro. Meu coração apertou. Apesar de todos os meus sonhos remeterem à épocas mais adiante, aquele calendário acabava no dia 13. Até aquele momento, tudo o que eu costumava planejar ou esquecer era feito após a consulta àquele calendário. Eu estava preso.
Como eu era fraco e inferior. Justo eu, que sempre costumava criticar os fanáticos etc., havia me deixado enganar por um simples pedaço de papel. Eu havia posto um fim à minha vida. Ela acabaria dia 13. "Que belo dia para morrer", pensei, numa tentativa desesperada de fazer a mim mesmo rir. Besteira.
Senti raiva, raiva de mim mesmo. Eu deveria rasgar aquele calendário, isso sim! Mas eu não era capaz. Naquele momento, senti como se houvesse descoberto a razão de muitas coisas mas, mesmo sabendo o porquê, simplesmente continuasse inerte, acorrentado.
E de nada adiantariam minhas lágrimas, nem nada o que eu viesse a fazer. Eu percebi que, no fundo, era eu quem queria aquilo. Eu sabia que as pessoas me diriam para esquecer. "Você não é isso, Rafael". Mesmo assim eu continuaria desejando ser aquele calendário.
Respirei fundo, peguei a caneta, adicionei mais quatro dias além o dia 13. Seria domingo, 17. Sem dúvida, o domingo mais peculiar de minha vida. "Será bom", refleti e fechei o calendário. O dia 13 chegaria logo, mas eu havia feito uma escolha. Eu estava preso e assim permaneceria.
"Não se preocupe, ainda falta muito tempo.", sussurrava minha mente. "Relaxe, seus sonhos estão garantidos.", retrucava meu coração. Me senti esperançoso, afinal, meu coração sabia o que dizia e compreendia que, daquele dia em diante, meu maior sonho seria sobreviver bem mais do que me informou o calendário. E eu acreditava que isto seria possível. Não podia estar enganado o meu coração...ou podia?
Eu analisava meu calendário. Não era muito diferente dos outros, a não ser pelo tamanho-meu calendário fora rabiscado em poucas linhas da folha de papel. Quando pensava a respeito, minha mente dizia-me "não se preocupe, falta muito tempo até lá", mas quando eu olhava para o calendário, meu coração lembrava-me que o tempo, mesmo que fosse bastante, correria. Depois disso resolvi dizer pra mim mesmo que o dia estava próximo.
Contei quantos domingos eu teria até lá. Foi quando eu percebi o quão louco eu estava. Segundo meu calendário, eu tinha exatamente 79 dias até o tão temido dia do vestibular. O dia do vestibular, ah, o vestibular. "Como vão seus estudos pro vestibular?" perguntavam-me quase todos. Eu não os culpava, afinal, este era meu principal assunto; mas no momento em que olhei para o calendário, meu estômago se contorceu. Toda a minha vida, meus sonhos, aspirações. enfim, tudo girava em torno daquele dia. Eu, de certa forma, me tornara aquele dia...
Meu calendário acabava no dia 13 de Janeiro. Meu coração apertou. Apesar de todos os meus sonhos remeterem à épocas mais adiante, aquele calendário acabava no dia 13. Até aquele momento, tudo o que eu costumava planejar ou esquecer era feito após a consulta àquele calendário. Eu estava preso.
Como eu era fraco e inferior. Justo eu, que sempre costumava criticar os fanáticos etc., havia me deixado enganar por um simples pedaço de papel. Eu havia posto um fim à minha vida. Ela acabaria dia 13. "Que belo dia para morrer", pensei, numa tentativa desesperada de fazer a mim mesmo rir. Besteira.
Senti raiva, raiva de mim mesmo. Eu deveria rasgar aquele calendário, isso sim! Mas eu não era capaz. Naquele momento, senti como se houvesse descoberto a razão de muitas coisas mas, mesmo sabendo o porquê, simplesmente continuasse inerte, acorrentado.
E de nada adiantariam minhas lágrimas, nem nada o que eu viesse a fazer. Eu percebi que, no fundo, era eu quem queria aquilo. Eu sabia que as pessoas me diriam para esquecer. "Você não é isso, Rafael". Mesmo assim eu continuaria desejando ser aquele calendário.
Respirei fundo, peguei a caneta, adicionei mais quatro dias além o dia 13. Seria domingo, 17. Sem dúvida, o domingo mais peculiar de minha vida. "Será bom", refleti e fechei o calendário. O dia 13 chegaria logo, mas eu havia feito uma escolha. Eu estava preso e assim permaneceria.
"Não se preocupe, ainda falta muito tempo.", sussurrava minha mente. "Relaxe, seus sonhos estão garantidos.", retrucava meu coração. Me senti esperançoso, afinal, meu coração sabia o que dizia e compreendia que, daquele dia em diante, meu maior sonho seria sobreviver bem mais do que me informou o calendário. E eu acreditava que isto seria possível. Não podia estar enganado o meu coração...ou podia?
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
9- feliz
Eu estava desorientado...havia dias bons, dias ruins, dias sem graça...até dias perdidos. Mas havia alguém que se importava. Isso me deixou feliz naquele feriado. Havia alguém sim.
Eu era feliz...
Eu estava desorientado...havia dias bons, dias ruins, dias sem graça...até dias perdidos. Mas havia alguém que se importava. Isso me deixou feliz naquele feriado. Havia alguém sim.
Eu era feliz...
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
8-Aula de Português
''É incrível como a vida muda drasticamente em alguns dias..." pensava eu enquanto olhava para a escuridão da noite. ''Nos sentimos um lixo em um impetuoso dia após ouvirmos impetuosas palavras; e maravilhosos em outros...a vida mais parece executar o movimento de rotação bem como a Terra: quando as noites chegam somos solitários e inúteis-a menos que se pretenda escrever algo deprimente-, e quando o sol ilumina, somos felizes, simplesmente felizes. Que loucura!"
Naquele dia eu me sentia bem, mas o fato de eu não ter comprido com os meus horários de estudos me fez perceber o quanto eu me sentiria inútil na noite que logo chegaria. Não importava muito, resolvi seguir para o colégio.
As aulas de Português não costumavam me animar muito. Eu já havia passado nessa disciplina, mas precisava frequentar as aulas para evitar a reprovação por faltas. Além do mais, a matéria de Língua Portuguesa pertencente ao currículo do 3º ano do Ensino médio era extremamente fácil e acessível em minha insignificante opinião- quase todos os meus colegas achavam o contrário...
Enquanto a professora lia e explicava o conteúdo, eu viajava por mundos que nem mesmo eu conhecia. As palavras dela resvalam em meu cérebro e, a cada momento no qual o olhar da professora encontrava o meu, eu sorria e assentia com a cabeça, demonstrando o falso interesse pela matéria-eu era realmente repugnante em algumas horas do dia.
"......................" dizia a professora, enquanto todos os outros em silêncio viajavam em seus próprios mundos...Até que repentinamente ela nos fez uma pergunta. Me senti em um desenho animado e aquele era o momento em que a nuvem de fumaça que se forma acima da cabeça dos personagens explode e eles acordam assustados. Acordei assustado e comecei a revirar as páginas de meu livro em uma tentativa desesperada de encontrar a resposta mas...qual era a pergunta mesmo? rsrsrsrsrsrss...desisti. A professora olhou incrédula. Meus colegas compartilhavam comigo o sentimento de"puts, ela vai nos dar um verdadeiro sermão!" Não pude me conter. Me derramei em risadas e não fui o único. Todos os outros me acompanharam
, inclusive a professora!
" Eu estava gastando minha garganta com vocês e vocês viajando!" reclamava ela em meio a risadas de todos...ela não conseguiu se segurar na cadeira, levantou-se e soltou altas risadas conosco. Era a primeira vez naquela noite que os olhares de todos eram verdadeiros. Foi uma diversão inesperada e incrível.
Contudo, apesar disso, o que viria depois seria de fato o ápice daquele dia. A professora aproximou-se e nos disse coisas que eu guardei em meu coração. Coisas que pareciam besteiras para muita gente, mas que pra mim foram magníficas a ponto de tocarem meu peito.
"Gente, como vocês esperam deitar-se na cama depois da aula e dizer que tudo valeu a pena?"
Olhei perplexo...
"Tudo, eu repito, tudo na vida deve valer a pena no final. Se você estão em um lugar, gente, pelo amor de DEUS, estejam completamente. Entreguem-se integralmente. De que adianta passar 4 ou 5 horas na escola se quando vocês saem daqui simplesmente não absorveram nada de bom? De que adianta estar em uma sala de aula se, quando as provas chegam vocês estudam tudo de novo, como se não tivessem aprendido nada...como se tudo o que eu e os outros lhes disseram simplesmente não tivesse valido nada."
Me senti um monstro.A professora pegou minhas mãos e bradou para todos nós, sacudindo-as e me fazendo acordar.
"Sejam verdadeiros! Não é a mim que vocês enganam. Eu já consegui alcançar meus sonhos, estou aqui, realizada e feliz. E vocês? O que vocês fizeram até aqui? O que vocês farão daqui pra frente? O que querem deixar de bom pro mundo? SIM! VOCÊS DEVEM DEIXAR ALGO MARCADO AQUI, ALGO QUE FAÇA ALGUÉM, NO FUTURO, LEMBRAR DE VOCÊS!"
Eu já havia percebido o quanto aquele simples professora de português era sábia...o quanto eu, a partir daquele momento, passaria a respeitá-la...passaria a amá-la. Ela era importante e eu sempre lembraria de suas palavras que, por curiosa coincidência-não sei se de fato existem, mas...- foram ditas no exato momento que o sinal tocou.
"Sejam verdadeiros, meus anjos. Sejam verdadeiros com vocês...com vocês mesmos. Os cadernos serão jogados fora quando o ano terminar, mas aquilo que vocês guardaram, aquilo que vocês aprenderam...vai ficar hoje e sempre com vocês. Sejam verdadeiros....sejam verdadeiros com vocês mesmos." Foi o que ela disse. Eu agradeceria um dia por essas sábias palavras....
''É incrível como a vida muda drasticamente em alguns dias..." pensava eu enquanto olhava para a escuridão da noite. ''Nos sentimos um lixo em um impetuoso dia após ouvirmos impetuosas palavras; e maravilhosos em outros...a vida mais parece executar o movimento de rotação bem como a Terra: quando as noites chegam somos solitários e inúteis-a menos que se pretenda escrever algo deprimente-, e quando o sol ilumina, somos felizes, simplesmente felizes. Que loucura!"
Naquele dia eu me sentia bem, mas o fato de eu não ter comprido com os meus horários de estudos me fez perceber o quanto eu me sentiria inútil na noite que logo chegaria. Não importava muito, resolvi seguir para o colégio.
As aulas de Português não costumavam me animar muito. Eu já havia passado nessa disciplina, mas precisava frequentar as aulas para evitar a reprovação por faltas. Além do mais, a matéria de Língua Portuguesa pertencente ao currículo do 3º ano do Ensino médio era extremamente fácil e acessível em minha insignificante opinião- quase todos os meus colegas achavam o contrário...
Enquanto a professora lia e explicava o conteúdo, eu viajava por mundos que nem mesmo eu conhecia. As palavras dela resvalam em meu cérebro e, a cada momento no qual o olhar da professora encontrava o meu, eu sorria e assentia com a cabeça, demonstrando o falso interesse pela matéria-eu era realmente repugnante em algumas horas do dia.
"......................" dizia a professora, enquanto todos os outros em silêncio viajavam em seus próprios mundos...Até que repentinamente ela nos fez uma pergunta. Me senti em um desenho animado e aquele era o momento em que a nuvem de fumaça que se forma acima da cabeça dos personagens explode e eles acordam assustados. Acordei assustado e comecei a revirar as páginas de meu livro em uma tentativa desesperada de encontrar a resposta mas...qual era a pergunta mesmo? rsrsrsrsrsrss...desisti. A professora olhou incrédula. Meus colegas compartilhavam comigo o sentimento de"puts, ela vai nos dar um verdadeiro sermão!" Não pude me conter. Me derramei em risadas e não fui o único. Todos os outros me acompanharam
, inclusive a professora!
" Eu estava gastando minha garganta com vocês e vocês viajando!" reclamava ela em meio a risadas de todos...ela não conseguiu se segurar na cadeira, levantou-se e soltou altas risadas conosco. Era a primeira vez naquela noite que os olhares de todos eram verdadeiros. Foi uma diversão inesperada e incrível.
Contudo, apesar disso, o que viria depois seria de fato o ápice daquele dia. A professora aproximou-se e nos disse coisas que eu guardei em meu coração. Coisas que pareciam besteiras para muita gente, mas que pra mim foram magníficas a ponto de tocarem meu peito.
"Gente, como vocês esperam deitar-se na cama depois da aula e dizer que tudo valeu a pena?"
Olhei perplexo...
"Tudo, eu repito, tudo na vida deve valer a pena no final. Se você estão em um lugar, gente, pelo amor de DEUS, estejam completamente. Entreguem-se integralmente. De que adianta passar 4 ou 5 horas na escola se quando vocês saem daqui simplesmente não absorveram nada de bom? De que adianta estar em uma sala de aula se, quando as provas chegam vocês estudam tudo de novo, como se não tivessem aprendido nada...como se tudo o que eu e os outros lhes disseram simplesmente não tivesse valido nada."
Me senti um monstro.A professora pegou minhas mãos e bradou para todos nós, sacudindo-as e me fazendo acordar.
"Sejam verdadeiros! Não é a mim que vocês enganam. Eu já consegui alcançar meus sonhos, estou aqui, realizada e feliz. E vocês? O que vocês fizeram até aqui? O que vocês farão daqui pra frente? O que querem deixar de bom pro mundo? SIM! VOCÊS DEVEM DEIXAR ALGO MARCADO AQUI, ALGO QUE FAÇA ALGUÉM, NO FUTURO, LEMBRAR DE VOCÊS!"
Eu já havia percebido o quanto aquele simples professora de português era sábia...o quanto eu, a partir daquele momento, passaria a respeitá-la...passaria a amá-la. Ela era importante e eu sempre lembraria de suas palavras que, por curiosa coincidência-não sei se de fato existem, mas...- foram ditas no exato momento que o sinal tocou.
"Sejam verdadeiros, meus anjos. Sejam verdadeiros com vocês...com vocês mesmos. Os cadernos serão jogados fora quando o ano terminar, mas aquilo que vocês guardaram, aquilo que vocês aprenderam...vai ficar hoje e sempre com vocês. Sejam verdadeiros....sejam verdadeiros com vocês mesmos." Foi o que ela disse. Eu agradeceria um dia por essas sábias palavras....
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
VIVÊNCIAS DE UM VESTIBULANDO
7-A PESSOA ERRADA:
Estava cansado...havia estudado tanto durante a manhã. Sentei-me ao computador, criei um twitter e ri." Pra quÊ?" aFFF...não importava, "a vida não deve fazer sentido", dissera-me uma pessoa certa vez. Concordei.
Em uma dessas andanças pela internet que nós, jovens, sabemos muito bem como é, acabei encontrando um poema lindo e sábio do grande mestre Luis Fernando Veríssimo. Era incrível. A cada dia eu encontrava algo que me respondia as perguntas mais profundas, perguntas que nem mesmo eu sabia que guardava dentro de mim. O poema me dizia uma verdade...ao menos seria verdade até a noite cair.
A pessoa errada
Pensando bem em tudo o que agente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho, chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.
Mas nem sempre precisamos das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor.
A pessoa errada vai passar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.
A pessoa errada é, na verdade, aquilo que você chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas,
essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.
A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo porque a vida não é certa, nada aqui é certo.
O certo mesmo é que temos que viver cada segundo amando, sorrindo, sonhado, pensando, agindo, querendo e conseguindo.
Só assim é possível chegar àquele momento do dia em que agente diz:
"Graças a DEUS, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que agente encontre a pessoa errada,
pra que as coisas comecem a funcionar direito pra gente.
Nossa missão:
Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas,
buscar a evolução. (Luis Fernando Veríssimo).
Sim, eu queria buscar a evolução. Só não tinha certeza ainda se iria um dia a encontrar. Mas eu acreditava. Era isso o que importava.
Estava cansado...havia estudado tanto durante a manhã. Sentei-me ao computador, criei um twitter e ri." Pra quÊ?" aFFF...não importava, "a vida não deve fazer sentido", dissera-me uma pessoa certa vez. Concordei.
Em uma dessas andanças pela internet que nós, jovens, sabemos muito bem como é, acabei encontrando um poema lindo e sábio do grande mestre Luis Fernando Veríssimo. Era incrível. A cada dia eu encontrava algo que me respondia as perguntas mais profundas, perguntas que nem mesmo eu sabia que guardava dentro de mim. O poema me dizia uma verdade...ao menos seria verdade até a noite cair.
A pessoa errada
Pensando bem em tudo o que agente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe uma pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho, chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.
Mas nem sempre precisamos das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor.
A pessoa errada vai passar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.
A pessoa errada é, na verdade, aquilo que você chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas,
essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.
A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo porque a vida não é certa, nada aqui é certo.
O certo mesmo é que temos que viver cada segundo amando, sorrindo, sonhado, pensando, agindo, querendo e conseguindo.
Só assim é possível chegar àquele momento do dia em que agente diz:
"Graças a DEUS, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que agente encontre a pessoa errada,
pra que as coisas comecem a funcionar direito pra gente.
Nossa missão:
Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas,
buscar a evolução. (Luis Fernando Veríssimo).
Sim, eu queria buscar a evolução. Só não tinha certeza ainda se iria um dia a encontrar. Mas eu acreditava. Era isso o que importava.
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